Calçado português? “Sim sim, gosto muito”

12/02/2017

Australianos, irlandeses, americanos ou asiáticos. Compradores dos mais variados cantos do mundo foi o que o ministro da Economia encontrou em Milão.

Australianos, irlandeses, americanos ou asiáticos. Compradores dos mais variados cantos do mundo foi o que o ministro da Economia encontrou nos vários stands por onde passou na sua visita aos 97 expositores portugueses presentes da feira de calçado de Milão, a Micam. E de todos ouviu elogios à qualidade dos sapatos made in Portugal. “Yes, we like it very much”, referiu o cliente irlandês da Eureka, que não poupou elogios ao governante português: “Hello, I heard so much about you”! Caldeira Cabral visitou a feira logo no arranque do primeiro dia do certame, mas nem por isso encontrou expositores parados. Em todos quis conhecer de onde vinham os clientes e conhecer um pouco mais da história de cada marca. E, no fim, elogiou, em declarações aos jornalistas, a “determinação dos empresários”, bem como o papel da centro tecnológico do calçado e da associação do setor, a APICCAPS, que conseguiram transformar num “bom exemplo” uma indústria que muitos acreditavam estar condenada no início do século.

“É a qualidade dos nossos produtos e a sua competitividade que tem convencido cada vez mais estrangeiros a comprar artigos portugueses”, sublinhou o ministro no stand da Exceed, marca da Fábrica de Calçado Dura, quando questionado por um jornalista, ao vê-lo apreciar um par de sapatos, se os compraria. “Comprava e recomendo a todos os estrangeiros que comprem”, garantiu Caldeira Cabral. A empresa de Felgueiras, que foi fundada em 1964 e vai já na terceira geração, que dá emprego a 120 trabalhadores e faturou, o ano passado, seis milhões de euros, exporta 90% da sua produção, em especial para a Europa central, como a Holanda, França e Alemanha.

Na All Hour Zen, marca de calçado de conforto da Hemisfério Verde, o ministro ficou a saber que esta empresa com apenas dois anos e meio está a apostar fortemente na produção de sapatos personalizados, através de uma imagem de scaner do pé. “Isso é muito indústria 4.0”, elogiou Caldeira Cabral.

Na Pinto di Blu, da Costa, Costa Oliveira, de Santa Maria da Feira, o ministro conheceu o distribuidor australiano da empresa e ouviu de David Almeida um rasgado elogiou ao Plano Estratégico da Indústria do Calçado, desenvolvido pela APICCAPS em parceria com a Universidade Católica. “É um documento fabuloso, é pena que nem todas as empresas o trabalhem como deve ser”, disse David Almeida. Com cinco milhões de euros de faturação, a Costa, Costa Oliveira exporta 99% da sua produção, com especial destaque para os mercados europeus. Mas há três anos que apostou em novas geografias, como a Austrália, que absorve já 10% das suas vendas. “É dos poucos países onde o nosso calçado é valorizado e reconhecido como sendo de qualidade”, explicou o empresário.

Apanhada de surpresa pela visita do ministro foi Fátima Lopes, que não se cansou de justificar a desarrumação do stand com o empenho em vender. E que não perdeu a oportunidade de tirar uma selfie com Caldeira Cabral, tendo os jornalistas por ‘pano de fundo’. Clientes não faltavam. “Acabamos de fechar uma venda para a Turquia e temos aqui compradores de Bruxelas e dos Estados Unidos. Para as primeiras horas do dia é muito bom”, frisou a estilista. O seu agente na Índia e em Chicago também quis ser fotografado com o ministro.

Fonte: Dinheiro Vivo 

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